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sábado, 20 de fevereiro de 2010

Um Olhar Sobre o Passado...



Eilleen Regina Edwards, nasceu a 28 de agosto de 1965 em Ontário no Canadá. 

Em pleno dia de verão Sharon dá à luz uma bébé, quando o médico informa que a bébé não se move, não há nenhuma vida. 
É-lhe então entregue um nado-morto. Milagrosamente a bébé está viva e não sofreu efeitos da privação de oxigénio. Dá-se então a dramática entrada de Shania no mundo. 

O nome Eillen, veio da sua avó irlandesa da parte da mãe, Eileen Morrison, e Regina, depois da mãe do seu pai biológico, Regina edwards. 
A avó de Shania, Eileen nasceu no condado de Kildare, na Irlanda, de pais Ingleses chamados Lottie Reeves, do País de Gales, e Frank Pierce, da Inglaterra. Enquanto a avó de Shania, Eileen Morrison ainda era pequena, os Pierces migraram para Piney, Manitoba, para começar na agricultura. 
Quanto à família edwards não se sabe muito, apenas que eles tinham antecedentes mistos de francês-canadiano e nativo índio. 
O seu pai biológico Clarence Edwards abandonou a família quando ela era ainda criança.
Shania Twain: “Não me recordo de quantos anos tinha, quando eles se divorciaram, mas eles separaram-se antes que eu pudesse conhecê-lo.”



 



A mãe, Sharon queria recomeçar, então fez as malas de Shania (na altura com dois anos) e da sua irmã mais velha e viajou 800km até timmins em Ontário, e foi nessa rústica cidade que Sharon conheceu e se apaixonou por Jerry Twain, um índio Ojibway. Casaram-se em 1970 e Shania teve mais três irmãos mais novos. A família tinha como costume passar os Verões e fins de semana na Reserva Mattagami. Após os pais de Shania se casarem, alugaram uma pequena casa na Bannerman Avenue, em Timmins. Jerry trabalhava nas minas e no ano seguinte, a família mudou-se para o sul de Sudbury. 

Quando Shania tinha 10 anos de idade, a sua irmã Jill ofereceu-lhe uma guitarra clássica e Jerry ensinou-a tocar.

Shania Twain: “Jerry Twain tornou-se o meu pai adoptivo. Fez o processo todo para nos legalizar para que usássemos o sobrenome Twain. Tenho muitas lembranças musicais… da minha infância, pois comecei muito nova a tocar. A minha mãe era muito criativa em arranjar sítios para eu cantar. Aos 3 anos ela punha-me em cima do balcão do bar a cantar.”

Sharon não tinha aspirações musicais, mas via um futuro promissor para Eilleen.

Shania Twain: “Foi a minha treinadora, o meu apoio, assim como o meu pai (Jerry), que adorava música. Tocávamos em shows de caridade, bares, centros indígenas.”

Willis McKay( Shania’s cousin) : “Shania era uma miúda muito extrovertida, faladora…tocava viola no nosso centro comunitário.”

Shania twain: “Os meus pais adoravam música country, o meu repertório enquanto criança era 100% country: Dolly Parton, Tammy Wynette, Loretta Lynn.”


Dolly Parton: "Shania conta que era minha fã… e foi assim que começou a gostar da minha música, ela espelhava-se em mim, era a sua inspiração, isso emociona-me, porque nunca sabemos como influenciamos as pessoas."

Quando Shania ainda era menor de idade, os seus pais levavam-na a cantar aos bares da cidade. A sua avó Selina Twain vestia Shania com um vestido de camurça e botas de cowboy para ir actuar.

Tracy Hautanen (Shania twain center): "Imagine uma noite fria em Timmins, ela aos 10 anos…a vestir-se para cantar em bares. Deve ter sido difícil."
Mas as suas performances nocturnas tanto nos bares como no Hotel Mattagami em Timmins foram um grande treino e ajudaram a por comida na mesa.

Shania Twain: “As minhas lembranças musicais são maravilhosas, eram uma fuga…nos tempos difíceis. Cinco crianças, pouco dinheiro. O meu pai nem sempre tinha trabalho.”

O pai de Shania recusava a ajuda do governo e como consequência a família passou por momentos difíceis, Shania  usava sacos de pão nos pés quando a família não tinha dinheiro para comprar calçado apropriado para o inverno e  sofreu violência doméstica, Jerry agredia e abusava sexualmente de Shania e de Sharon de uma forma brutal e desumana.

Shania Twain: “Era muito orgulhoso… e recusava o subsídio de desemprego e outras ajudas para indígenas. Então muitas vezes não tínhamos comer. Havia muita pressão entre os meus pais por causa disso. A minha mãe deprimia-se… “ Porquê sair da cama se não posso alimentar os meus filhos?”. Levava pão com mostarda para a escola para não passar vergonha… pois era humilhante ir às aulas dia após dia, sem almoço.”

"Jerry tinha-a no chão da casa de banho na sanita, e, a agarrar o seu cabelo, batia com a cabeça dela contra a lateral da sanita, batendo-lhe de uma forma fria". diz Shania. "Eu podia ver Jerry repetidamente mergulhar a cabeça da minha mãe dentro da sanita, em seguida, puxava-a novamente."

  "Lembro-me de perguntar: 'Por que é que ele está a tentar afogá-la quando ela já está morta?" Eu queria gritar, "Pare, já a matou! ' Eu queria detê-lo, mas estava com muito medo ... A grandiosidade com que que esse desamparo me afectou, senti-me impotente como ela se sentia. "

Apesar dos problemas financeiros, Sharon gastava cada cêntimo que sobrava na possível carreira da filha.

Bob Oermann: "Desde pequena que a mãe de Shania, acreditava na filha. Levavam-na a ter aulas de canto em Toronto… levavam-na aos caça-talentos, mesmo sem dinheiro."





 No verão de 1981, Dave Hartt, conhecido como Longshot e os seus quatro amigos procuravam um vocalista, foi então que surgiu Eilleen, na altura com 16 anos e rapidamente fez parte da banda.
Os Longshot não se basearam em músicas originais. mas criaram os temas Hartt Thanks for the Good Times, Sandy e o dueto Take My Hand.

Jean Paul Aube: "Conheci Shania em 1982, era uma estudante de 16 anos, procurou-me no JP’s Lounge, o meu bar na época, logo cara a cara ela perguntou-me se eu não me interessaria na sua banda: Longshot, ela era tão determinada, sincera… e focada que decidi ouvi-los e fiquei muito surpreendido."

No final de maio de 1981, Elilleen propôs a sua banda para tocar num bar local, Shania e sua banda tocaram no JP’s Lounge quase durante seis meses.


Jean Paul Aube: "Ela era uma miúda de 16 anos… uma colegial, com uma bela voz, bonita…mas não era tão carismática como é hoje."

O último show dos Longshot foi na Taverna Palmour a 14 de janeiro de 1983, pois os membros da banda arranjaram namoradas e emprego e desistiram da banda, mais tarde quiseram retomar mas Shania não quis entrar.

Shania Twain: "Eu não ligava à minha aparência, apenas a minha guitarra importava eu apenas compunha."

Enquanto Shania seguia a carreira musical, o seu pai sobrevivia, mas no começo da década de 80 ele encontrou finalmente um trabalho que gostava, as situações de violência acalmaram. De modo que a família voltou para Timmins, em 1980, quando Jerry decidiu começar a montar seu próprio negócio.

Shania Twain: “Aquela era a sua vocação, trabalhar em reflorestamento, e eu ajudei-o nisso durante 5 anos, plantámos milhares de árvores nesses 5 anos. Adoro o contacto com a natureza, era maravilhoso.”

Mark McGrath: “Jerry levava-a a cortar árvores, ela descrevia-se como uma mulher da selva que se defendia de ursos, a cantar alto. O Jerry ensinou-a a gostar de música e da vida ao ar livre. Muita da sua personalidade veio dele.”

Shania Twain: “Os meus pais morreram quando eu tinha 21 anos, foi um dos momentos mais difíceis da minha vida, mas seguir em frente e superar isso só foi possível porque fiquei totalmente entorpecida.”



Jerry começou um pequeno negócio familiar de reflorestamento. A 1 de Novembro de 1987, os seus pais voltavam de carro de uma plantação quando numa curva um tractor cheio de madeira vinha em contra-mão. Com a colisão eles morreram na hora.

Shania Twain: "A morte deles foi um choque, fiquei arrasada."

Willis McKay: "Mas então ela percebeu que com a morte dos pais alguém teria de se responsabilizar pelos irmãos. "

Shania Twain: "Tenho 3 irmãos mais novos, e sinto-me responsável por eles. Não tínhamos mais apoio. Ninguém a quem recorrer, estávamos por nossa conta até ao resto da vida."

Após o funeral, Shania interrompeu a carreira musical, a irmã mais velha já tinha família, por isso Shania assumiu a responsabilidade de criar os três irmãos mais novos.

Willis McKay: "Todos na comunidade souberam daquilo… e tentámos apoia-los de alguma forma."


Shania Twain: "Eu quase desisti da música naquela época, pois os meus pais eram os grandes incentivadores da minha carreira artística. Pensei em largar a música e arranjar um emprego a sério."

Shania procurou a ajuda de uma amiga da família: Mary Bailey, uma cantora country canadiana.

Shania Twain: “Ela conhecia a minha mãe, dos bastidores, e disse-me que eu não devia desistir… que havia um sítio onde eu podia trabalhar e levar a minha família comigo. Mudámo-nos para Huntsville, em Ontário, onde entrei para uma companhia que fazia variados shows. Era uma experiência nova para mim.”

Mark McGrath: Havia um resort em Huntsville, chamado Deerhurst… que tinha muitos shows de entretimento, foi onde se tornou uma artista, no Deerhurst Resort.


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Mas a mudança para Huntsville foi difícil para Shania e para os seus irmãos.

Shania Twain: “Era uma luta, levei os meus irmãos para uma casa sem electricidade, sem água canalizada, antes da escola, os miúdos tomavam banho no rio, lavávamos a roupa e lavávamos os dentes no rio. Era uma loucura. Foi difícil para eles, mas já tivéramos maus momentos, todos colaboravam.”

Foi difícil no inicio, mas Shania apresentava-se ao trabalho todas as noites e com o tempo arranjou dinheiro suficiente para sobreviver.

Shania Twain: “Consegui pagar o aluguer, comprar um carro e comer e ainda continuar a minha carreira musical, eu gravava fitas e compunha nos tempos-livres e todas as noites apresentava-me cheia de brilho e purpurinas, tive de aprender a cantar usando saltos altos e maquilhagem, eu nunca tinha usado batom antes. Era tudo novo para mim, tinha vergonha do meu corpo e de repente tinha curvas, eu não sabia lidar com aquilo. Então, havia outras miúdas no Deerhurst que me ensinaram a relaxar um pouco.”


Após 4 anos no Deerhurst, Shania estava pronta para avançar na carreira. Quando os irmãos se formaram shania afirmou: “ Sinto-me uma mulher de 45 anos aos 21”. Finalmente Shania pôde avançar e começar a tratar da sua vida e foi para Nashville.

Shania Twain: “Tive a oportunidade de ganhar dinheiro assim, e não queria passar por dificuldades de novo, queria apenas  seguir em frente.”


Luke Lewis: “Levou algum tempo até conseguir um contrato, não foi sem esforço, ela batalhou muito por isso.”

Bevery Keel: “Foi diferente dos artistas que vêm para Nashville e arranjam emprego aqui até conseguirem o contrato. Ela já havia feito isso no Canadá.”

E foi no Canadá que o seu talento foi descoberto, Marie Bailey tornou-se a empresária de Shania e convenceu um advogado de renome de artistas a vir de Nashville para confirmar o futuro musical de Shania.

Shania Twain: “Aquele foi o meu teste para Nashville, ele impressionou-se e quis que eu fosse a Nashville conhecer alguns produtores.”


Em 1993 havia um grande interesse em música country e Shania foi um dos muitos artistas contratados na época, antes de assinar o nome no contracto de gravação, ela precisou de o alterar.

Shania Twain: “O meu nome original era Eileen Regina, não combinava com Twain de acordo com a gravadora, disseram “Twain é um nome estranho, você deve mudá-lo”. Fiquei nervosa, não queria perder o nome Twain, pois os meus pais estavam mortos, então pensei: talvez mude o meu primeiro nome, uma miúda de Deerhurst chamava-se Shania e ela disse: “ É um nome Ojibway, os meus pais são indígenas”, eu pensei: eu também, o meu pai era Ojibway.”


Então ela criou a Shania Twain.

Shania Twain: “Compus algumas músicas em Nashville, mas não consegui nada.”

Shania ficou frustrada na altura, pois achava que não era levada a sério como compositora.

Dolly Parton: “É importante para cantores como Shania e eu, poder escrever e cantar as próprias músicas, mas no começo temos de esquecer o orgulho e cantar músicas de outros.”

A 20 de abril de 1993 Shania lançou o primeiro álbum intitulado Shania Twain, o disco não continha músicas próprias, só de outras pessoas, o disco vendeu inexpressivas 100 mil cópias, mas foi apenas o inicio.

Shania Twain: “Trabalhei muito e fui cantando em clubes e em rádios, como uma artista nova em Nashville.”

O disco não tocou na rádio, não vendeu bem, para todos os efeitos aquele disco era o fim da carreira de Shania. Mas a sorte de Shania iria mudar, rejeitada pelas rádios, ela levou a sua música para a televisão. Uma grande mudança abalou a música popular, o MTV entrou no ar e não bastava cantar bem era preciso ter um bom visual e Shania Twain tinha-o, ficava muito bem nas câmaras.

Dolly Parton: “Quando Shania apareceu na televisão, todos falavam da sua beleza, o que mais me chamou à atenção, foi a sua cinturinha, pois sempre falavam da minha cintura, ela pensava como eu.”

Shania Twain: “No primeiro vídeo apareci com o umbigo à mostra e pensei: “Não tenho que ter vergonha”, perdi muitas coisas em adolescente por ser tímida.”

Os vídeos de Shania chamaram muito à atenção, principalmente de duas pessoas, uma delas foi Sean Penn, que acabou por fazer um vídeo com ela, e outra pessoa era Mutt Lange, um famoso produtor de renome.

Shania Twain: “Ele é uma pessoa muito discreta, se não se ler as letrinhas na contracapa de um disco, não se sabe quem ele é.”

Ninguém conhece Mutt Lange, pois ele compra as fotos que lhe tiram, Mutt ligou para a empresária de Shania, Mary Bailey. Mary apenas conhecia música country, não conhecia Mutt Lange e Shania também não, aquilo desanimou-o inicialmente, mas depois até achou engraçado, pois o maior produtor do planeta ignorado por uma empresáriazeca, mas ele persistiu.

Shania Twain: “Após semanas, Mary convenceu-me, liguei para ele e conversámos durante três horas, ele disse:” Pode cantar alguma música sua para mim?”, Agarrei na guitarra, pousei o telefone e comecei a cantar, pensei: “Uau! Alguém que se interessa pelas minhas músicas e vê algo nelas”, o que não acontecia desde a morte da minha mãe, ela torcia por mim era a minha maior fã. Então conheci uma pessoa que gostou logo das minhas músicas.”

Mutt sendo produtor viu que ela tinha talento, e após alguns meses, Mutt e Shania tornaram-se grandes amigos por telefone.

Shania Twain: “Combinávamos sempre encontrar-nos, assim que as nossas agendas permitissem.”


A fanfair acontece todos os anos em Nashville, 25 mil pessoas vão a Nashville para ouvir música country. Em 1993 o disco fracassara, mas ela iria cantar no show da Mercury, e nos bastidores do show apareceu Mutt Lange. Mutt e Shania tiveram uma afinidade imediata, após uma reunião de sucesso, Mutt convidou Shania para ir a Londres compor as músicas do álbum seguinte.

Shania Twain: “não foi nada romântico, escrevíamos música o tempo todo, fizemos quase o disco todo “The Woman in Me” nessa viagem, fui para casa, ao chegar queria ligar para ele, tinha muitas saudades.”

Como de costume o tímido Mutt Lange quis manter o relacionamento em segredo.

Shania Twain: “Ele não queria que a indústria soubesse, eu era cantora country, ele era produtor de rock. Ele tinha medo que isso não fosse aceite, a única pessoa que sabia era Luke Lewis, o dono da gravadora, eu estava para ser dispensada pela gravadora quando contei sobre Lange, então ele disse: “Você salvou-me dia”. Quando vi Mutt novamente, estávamos muito apaixonados.”

O casal não perdeu tempo, casaram-se no dia 28 de Dezembro de 1993 em Ontário.


O segundo disco “The Woman in Me”, foi um sucesso, foi o disco country mais caro da história, os custos foram tão altos que a gravadora teve receio de financiá-los, a gravadora queixou-se que o dinheiro tinha estoirado e Mutt deu um cheque à gravadora, ele queria que fosse o melhor disco já gravado. As músicas de Shania falam sobre a força feminina, deram uma nova cara às antigas músicas country,  o que fez com que o CD “ The Woman in Me” fosse um sucesso, as músicas do CD The Woman in Me subiram nas paradas country/pop, mas a ascensão de Shania ao estrelato também gerou boatos.

Elton John: “São músicas tão insidiosas, cativantes e alegres, elas ficam no ouvido, é um bom trabalho de composição.”

Shania Twain: “Eu faço música para as pessoas, não para uma indústria, tive sorte por a minha música chegar ao público e ser ouvida antes de ser dispensada.”




Existe um segmento da indústria country em Nashville guardião da herança country que não gosta de misturar estilos, esse grupo dizia: “isso não é country. Ela não é uma de nós!” e quando o disco foi lançado, Nashville mostrou as garras, acabaram com ela: “isso não é country, ela mostra o corpo”.

Dolly Parton: “Queriam crucificá-la, mas ela não fez nada de errado, ela sabia que podia ser versátil, não queria ser vulgar ou fazer country estridente, era o “country Twain, mas eles não entenderam”.







Shania era diferente, não vivia em Nashville, como as pessoas exigiam e começaram a surgir boatos que diziam que ela era um fantoche nas mãos de Mutt, que ele a dominava, que ela não sabia cantar, era uma criação de estúdio, porque não faz a tournée?... Shania não fez a tournée logo, porque um ou dois sucessos não eram suficientes para montar um show. Existem milhões de mulheres bonitas no mundo, mas não se tornam estrelas country, sem óptimas músicas.

O disco vendeu 12 milhões de cópias, foi o disco mais vendido de uma cantora de música country e calou os críticos, que apesar de furiosos, era impossível negar aqueles números.

Shania Twain: “O sucesso que a música atingiu, os números, as paradas de sucesso, as vendas…a indústria não podia negar, se o público não tivesse gostado de imediato, não teria uma segunda hipótese.”


O Disco “The Woman in Me”, foi elogiado pela crítica e recebeu inúmeros prémios, entre eles dois grammy’s de melhor performance feminina country e de melhor álbum de country.

Shania havia saído da pobreza rumo ao estrelato, mas a infância difícil da cantora tornou-se alvo dos paparazzi, que queriam uma história avassaladora. O que mais chocou Shania foi quando saiu uma notícia que punha em causa ela ser realmente descendente de indígenas e dizia que Shania estava a usar aquilo para promover a sua carreira, um jornal publicou que o seu pai verdadeiro não era Ojibway e que Jerry não era seu pai de verdade.


Shania Twain: “Fiquei tão ofendida quando me acusaram de mentir sobre o meu pai, não pude acreditar: Como ousavam? quando falo do meu pai, refiro-me a Jerry Twain, considero-o meu pai desde muito pequena, porque eu deveria referir-me a eles como “a minha mãe e o meu pai adoptivo Jerry?”, na nossa casa as palavras padrasto e madrasta eram tabu. Não é que eu nunca quisesse conhecer a minha família biológica, mas foi em respeito pelo meu pai que lutou muito para nos sustentar, ele nunca procurou o meu pai biológico para pedir dinheiro para nos alimentar. Nunca! Depois dessa controvérsia, a reserva adoptou-me como uma forma de dizer: “ És uma de nós”

Willis McCay: “Conhecemos Shania como nativa porque Jerry e a sua família estavam sempre aqui.”

Quando esse escândalo aconteceu, Shania não cancelou nada, participou no dia Shania Twain em Timmins, debaixo de chuva e ficou muito emocionada pela demonstração, Shania recebeu a chave da cidade de Timmins e uma parte da estrada principal foi baptizada com o seu nome.

Shania Twain (discurso no dia Shania Twain): Não posso agradecer o bastante, Obrigado! (curto e grosso!)

Shania sabe que nem sempre o que está na mídia é o que os fãs sentem.

Após a venda recorde do álbum “The Woman in Me”, Shania enfrentou a pressão de produzir outro mega-sucesso, a fasquia era alta, mas a artista ultrapassou todas as expectativas, “The Woman in Me” vendeu 12 milhões de cópias, mas depois veio Come on Over com 19 milhões de cópias vendidas. “Come on Over”, foi o disco mais vendido por uma mulher em qualquer género musical. Em 1998 Come On Over vendeu na primeira edição 14 milhões de cópias, o que rendeu a cantora canadense, além de outras várias premiações do mercado, o registo no Guiness Book como um dos cinco álbuns mais vendidos no lançamento.

Elton John: “Come on Over” é um dos meus discos favoritos, revolucionou a música country e foi executado pela rádios em todo o mundo.”

Com “Come on Over”, Shania teve as músicas de sucesso, a fama, era o momento certo para fazer uma tournée.


Shania lotou todos os lugares da tournée, ela ouviu muitas críticas e depois provou que todos estavam errados.


Shania puxou pessoas para cantar no palco com ela, interagiu muito bem com o público, uma das particularidades da cantora é a sua relação com o público.


Foi a sua infância difícil, que tornou Shania na super estrela que ela é agora. Foi nessa altura que Shania convidou Elton John para participar num dueto com ela para a CBS.

Elton John: “ela convidou-me a participar num dueto especial para a CBS. Não tive dúvidas. “You’re Still the One”, Meu Deus! Nunca me canso de ouvir esse disco. É brilhante.


A faixa “You’re Still the One”, chegou ao primeiro lugar das paradas de country/pop, tornando Shania uma das maiores artistas em dois estilos diferentes.

Shania Twain:” Eu não presto atenção às vendas dos discos, nem em que posição estou na parada de sucessos. Não quero saber, nem acompanhar tudo isso.

Bevery Keel:”Se quiser agradá-la, comente as suas composições. É disso que ela sente orgulho, é a sua maior paixão. E são subestimadas…ofuscadas pela sua beleza e pelo seu status de celebridade.”

Shania Twain:”As minhas músicas são a parte mais importante do meu trabalho.”


Em 1999 tornou-se a “artista do ano” da Associação de Música Country. Naquela altura já havia vendido 30 milhões de discos, o prémio foi uma das grandes confirmações da sua carreira porque foi votado pelos membros da indústria country, aqueles que a criticaram, agora cediam-lhe a sua maior honra, poucas mulheres receberam esse prémio: Loretta, Dolly, Barbara Mandrel, Reba. Ela chegou como estrangeira e assim seguiu com a sua carreira e mesmo assim a indústria afirmou adorá-la.



A criança necessitada que cantava para sustentar a família, agora é uma milionária, mas o passado ainda está muito presente, por isso, actualmente, ela ajuda os mais necessitados.

Shania Twain: “Sofri a humilhação de não ter o que comer, decidi que, quando crescesse, enfrentaria o desafio de tentar ajudar crianças necessitadas.”

Shania sempre foi maternal, tomou conta dos seus irmãos após a morte dos pais e agora ajuda crianças com dificuldades, por isso quando Shania se tornou mãe, ninguém ficou surpreso, ela deu à luz um rapaz: Eja D’Angelo a 12 de Agosto de 2001.

Após ter feito uma pausa na carreira para dar a luz o filho de nome Eja D'Angelo Edwards Lange, Shania voltou ao mercado fonográfico com a série de álbuns intitulados "Up!".

Shania disse que viajou pelo mundo para fazer uma composição diferente, no mesmo estilo Pop/Country, mas com elementos de músicas de diversas regiões do planeta. Foram feitas gravações com músicos indianos em Mumbai, na Índia; com músicos americanos nas Caraíbas; com uma orquestra de 40 músicos na Irlanda e na Itália. As canções "Ka-Ching", "I’m Jealous", "Juanita","Waiter, bring me water!", "Up!" e "I’m Gonna Getcha Good" refletem as influências destes artistas locais.


Dolly Parton: “Shania ficou sensível depois do bebé, o bebé fez-lhe bem.”

Shania Twain: “Ter um filho mudou a minha visão das coisas, estou ligada às emoções, preocupo-me mais com o futuro.”

Para todos os efeitos Eja seria a última peça que tornou Shania quem ela é.

Shania não se considera uma diva, considera-se uma artista, ela não quer ser uma celebridade, há sempre um véu entre ela e o público quando não está a cantar, há uma parte íntima que ela nunca irá revelar. Querem saber porque Shania se mudou para a Suíça, Shania mudou-se porque toda a gente quer um pouco de privacidade.


A cantora quebrou todas as regras e conquistou mais do que tinha sonhado, mas para Shania todos os grandes momentos são tristes e alegres. Em 2003, Shania fez uma tournée mundial para promover o seu quarto disco intitulado: “Up!”, também lançou uma colecção com os seus maiores sucessos: “Shania Twain Greatest Hits”.


Billy Currington: “Shania deu o exemplo dizendo que não há limites para a música, como fazer, com quem, onde, abriu a mente de outros artistas.”

Shania Twain: “Serei sempre uma cigana. A criação musical é o que mais amo, compor. Posso ir onde a minha imaginação me levar, o céu é o limite, agora.”

Em Maio de 2008, após mais de uma década de união, o casal anunciou publicamente o divórcio, motivado pela descoberta por Shania de caso extra-conjugal de "Mutt" com uma amiga e ex-secretária sua: Marie-Anne Thiébaud.

Shania: "Apesar de tudo, eu ainda amava o meu marido"(...) "E eu ainda amava a minha amiga. Eu meto-me no lugar deles com o entendimento de que os acidentes acontecem, somos todos humanos e todos nós cometemos erros .... Finalmente, cheguei ao ponto de aceitar o fim do meu casamento "."Durante a primeira semana após descobrir o caso, eu estava pronta para morrer, para ir para a cama para sempre e nunca mais acordar". "Ou para magoar alguém. Eu estava pronta para fazer algo desesperado, mas, na realidade, não havia nada a fazer senão sofrer. Felizmente, quando se é  mãe, a responsabilidade de cuidar do filho pode manter-te a viver. "

Shania Twain, na altura com 44 anos, afirmou numa entrevista a Oprah Winfrey quando falava do seu novo programa "Why Not? With Shania Twain”, que estava a tentar recomeçar a vida após um período de grande depressão devido ao divórcio, Shania afirmou que após a separação não tinha vontade de fazer nada. Agora estava a recuperar a vontade de experimentar as coisas da vida.


Desde então, a cantora postou vários vídeos em seu site oficial mostrando suas viagens, momentos com o filho Eja e seu romance com Frédéric, que é ex-marido de Marie-Anne.

Shania envolveu-se num projecto social o “Shania Kids Can”, um projecto que ela criou para ajudar as crianças a nível da escola.  



Shania quis deixar um legado para o seu filho e escreveu a sua autobiografia e lançou-a a 03 de Maio de 2011. A autobiografia , intitulada:" From This Moment On", foi lançada com o objectivo de inspirar pessoas que passaram pelos mesmos problemas que ela. O livro entrou para a lista de best-sellers do New York Times.


No ar em 2011 "Why Not? With Shania Twain" teve uma hora de duração.

"O programa irá mostrar Shania na sua jornada de volta ao topo, uma jornada pessoal repleta de riscos, revelações e aventuras inesperadas."

O documentário bateu recordes na rede da OWN alcançando 839 mil espectadores, para além disso, o Show permitiu a Shania recuperar a sua voz e reaproximar-se da sua irmã Carrie-Ann. Shania nesta viagem viu-se acompanhada da sua irmã e marido Frederic Thiebaud numa aventura para voltar ao mundo da música.  Após o divórcio, Shania passou por um problema nas cordas vocais, chamado disfonia pelo que deixou de conseguir cantar e o documentário acompanhou Shania no desafio de recuperar a sua voz com apoio médico e da família.

Shania Twain: "Eu sinto-me como se estivesse a começar tudo de novo, todas as coisas, e pessoalmente com a música eu preciso de me encontrar novamente. Eu senti que não tinha mais nada a perder, então  disse: "por que não?". E todos os dias desde então, eu  faço essa pergunta. Porque não aproveitar todas as oportunidades? Porque não fazer algo que eu nunca tenha feito antes? Por que não conhecer novas pessoas? Eu digo "porque não?" e se não encontrar três boas razões de "por que não (fazer)?", eu faço.”




Após o divórcio atribulado, encontrando de novo a felicidade, Shania casou-se a 1 de Janeiro de 2011 em  Rincón, Puerto Rico, com Frederic Thiebaud, o ex-marido da amante de Mutt.


Foi lançada a 12 de Junho uma nova música "Today is Your Day". A canção têm-se apresentado por ter muito sucesso nas rádios.

Após o final de Why Not?, shania assinou um contrato com o Caesars Palace em las vegas a 08 de junho. O show tem o nome de "Still the One" e a primeira actuação de Shania no Caesars é a  1 de dezembro de 2012.


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